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Doença Renal Crônica: problema de saúde pública
Ultrasson Intra-coronária
Equipe obtém sucesso em caso raro de Aneurisma de Coronária
 

Equipe obtém sucesso em caso raro de Aneurisma de Coronária


Com um quadro de dores há pelo menos 3 meses e sofrendo com falta de ar, Sr Otto, de 51 anos, foi encaminhado ao Serviço de Cirurgia Cardíaca do Hospital Regional, após o insucesso do tratamento clínico.

Com a sequência dos exames pré-operatórios (Ressonância Magnética, Ecocardiograma e Cateterismo), os cirurgiões cardiovasculares, Dr. Antonio Neves e Dr Helder Santos, puderam constatar algo raro: o paciente havia sido vítima de um Aneurisma da Artéria Coronária Direita, o que provocou todo o rompimento da parede ínfero lateral do coração.

Porém, o mais surpreendente é que, além de ser incomum o acometimento desta artéria, quando ocorre leva o paciente a mal súbito, o que não aconteceu. As proporções da lesão foram contidas pelo pericárdio, a membrana que envolve o coração.

Dr. Antonio Neves e Dr. Rodrigo Marques (centro), juntamente com Sr. Otto e a família no momento da alta hospitalar.


Essa necrose poderia se romper a qualquer momento e provocar a morte imediatamente. Diferente disso, apenas estava comprimindo o esôfago e a aorta descendente.

O procedimento cirúrgico foi realizado em grau de urgência, tratando-se de um desafio, por não haver registros na medicina de casos semelhantes que obtiveram sucesso. Geralmente

Com duração de 6 horas, o procedimento incluiu a reconstrução de quase 1/3 do lado direito do coração, com a placa de pericárdio bovino que refez a parede do músculo ventricular, além da implantação de uma ponte de mamária para a desobstrução que já chegava a 70% do Descendente Anterior e o tratamento de uma insuficiência mitral moderada.

 

 

A cirurgia foi realizada em um período de 6 horas e contou, além dos cirurgiões, com 2 anestesistas, perfusionista, instrumentadora e profissionais de enfermagem. Foram utilizados 90 fios de poliéster, para a realização de suturas para evitar que qualquer rompimento prejudicasse o procedimento, além de cola biológica especial, para garantir melhor aderência na recuperação da região trabalhada.

O resultado foi a satisfação!

Após cirurgia, foram 5 dias de acompanhamento na Unidade de Terapia Intensiva e 8 na Unidade de Internação. Com a evolução do paciente, no 13º dia veio a alta. Atualmente, Sr. Oto recuperou totalmente a função da válvula mitral, responsável pela insuficiência na circulação do sangue. Com o restante do quadro em boas condições, ele já retomou suas atividades diárias e recebeu alta do Serviço de Cirurgia Cardíaca do Hospital Regional.



 
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