COVID-19: Obesidade e os poderes da boa Alimentação!

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Obesidade é uma doença crônica definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o acúmulo anormal ou excessivo de gordura no corpo. Sabe-se que a causa desse acúmulo é multifatorial, onde fatores genéticos, metabólicos, sociais, psicológicos e ambientais estão envolvidos.

 

Estudos revelam que a doença cresceu 72% no Brasil entre 2006 e 2019. De acordo o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, a porcentagem de brasileiros obesos passou de 11,8%, no início do período, para 20,9% em 2019. Os números indicam, portanto que dois a cada dez brasileiros hoje sofrem com esse problema.

 

A condição de obesidade tem se tornado ainda mais preocupante nos dias atuais. Segundo pesquisadores brasileiros, em uma revisão publicada na revista Obesity Research Clinical Practice, a probabilidade de uma pessoa com obesidade desenvolver a forma grave da Covid-19 é alta, independentemente da idade, do sexo, da etnia e da existência de comorbidades como diabetes, hipertensão, doença cardíaca ou pulmonar. O estudo aponta que “vários fatores contribuem para o agravamento da infecção no organismo obeso: uma é a capacidade limitada de produzir proteínas secretadas por células de defesa que inibem a replicação viral e outra é que o tecido adiposo funciona como um reservatório para o vírus, mantendo-o mais tempo no organismo”.

 

O grande dilema é conciliar esse momento de pandemia, de muitas incertezas, ansiedade, preocupações e tempos maiores dentro de casa com a família, com a prática de hábitos saudáveis ao invés de optar pelo famoso “fast food”, comidas rápidas e práticas que não são nutritivas e ainda apresentam um alto teor de gordura, açúcar e sal.

 

 

Confira algumas dicas para adoção de uma alimentação mais saudável:

 

> Fuja de dietas muito restritivas e sem orientação do profissional Nutricionista. Elas até podem trazer um resultado em curto período, mas trarão prejuízos e danos a médio e longo prazo;

 

> Sente-se à mesa e se dedique ao momento da refeição, prestando mais atenção ao que está comendo. Além disso, mastigar bem e comer devagar fazem com que o corpo fique mais saciado e evita que você coma além da conta;

 

> Invista no consumo de alimentos naturais, como frutas, verduras e legumes. Evite consumir bolachas, salgadinhos e sucos prontos;

 

> Inclua na sua alimentação as oleaginosas, como castanha-do-pará, castanha-de-caju, nozes, pistache, semente de abóbora;

 

> Hidrate-se! A água é uma aliada poderosa para o nosso organismo;

 

> Modere o consumo de cafeína. Você não precisa abrir mão daquela xícara de café da manhã e da tarde, mas nada de exageros. Lembrando que essa substância também está presente no chocolate, no café e no refrigerante.

 

 

A ideia é que essas pequenas atitudes passem a fazer parte da sua rotina e, com o tempo, tornem-se algo natural. Assim, todos os benefícios que acompanham a alimentação saudável virão sem aquele sentimento de sacrifício que torna muito mais difícil manter uma regularidade.

 

Você é o seu bem mais precioso, cuide-se com amor!


Marcela Simões – Gerente do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Regional do Vale do Paraíba.

(12) 3634-2000

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